Para ler:

A Invenção de Hugo Cabret

A invenção de Hugo Cabret

Texto e ilustrações de Brian Selznick, que inspiraram o belo filme de Martin Scorsese. Totalmente recomendado, não foi à toa que virou filme. Os desenhos, maravilhosos, não são apenas ilustração, mas compõem a narrativa. Fantástico para quem gosta das letras e para quem gosta das imagens. É um bom presente para qualquer idade.

A invenção de Hugo Cabret, de Brian Selznick

Para ouvir:

Sortimento

Difícil afirmar isso, principalmente pra uma fã tão incondicional como eu, mas tenho considerado muito a possibilidade de encarar o Sortimento como o melhor disco da Zélia Duncan. Diria que é um dos discos obrigatórios de quem gosta da “nova” música brasileira.

Para ver:

Ponte para Terabitia

ponte-para-terabitia-poster01

É um belo filme. Aos que dizem que não é para crianças, acho que posso dizer que as crianças que eu vi assistirem gostaram tanto, que repetem seguidas vezes. Um filme sobre amizade, sobre amor e sobre como dar a volta por cima.

Ponte para Terabítia

Tempo, tempo, tempo, tempo…

29 de março de 2013

Outro diz escrevi alguma coisa sobre o tempo. Não sei onde, nem sei se guardei. Tentava elaborar uma explicação que me consolasse. Como não encontrei, atribuí­ ao tempo a possibilidade de me resgatar da tristeza, independente de compreensão alguma. E aí­ concluí­ que o tempo é o senhor de tudo.

Houve um tempo, no ano passado, em que eu ainda tinha a esperança de engravidar, enquanto esperava o perí­odo menstrual falhar. Como ele não falhou por muito tempo, eu achei que não era mais tempo, para mim, de uma nova maternidade.
E aí­ veio o tempo de o período atrasar. 4 dias… 5 dias… Eu não tinhna nenhuma dúvida mais. Veio o tempo de compartilhar a notí­cia com o pai, um dos pilares da minha vida, de fazer um exame, aguardar as poucas infinitas horas até o resultado, confirmar, ficar feliz, e o tempo de esperar a hora certa pra contar a todos.
Dias, semanas, meses… Seria muito tempo.
No primeiro exame, não havia ainda um embrião a ser visto. Tempo. Ele ainda era muito pequeno. Mais uns dias, e ele ia aparecer.
Esses dias se tornaram muitas semanas. Estava viajando e não podia fazer outro exame antes de uma consulta médica, que só aconteceria quando eu voltasse, algum tempo depois.

Quando o tempo até a consulta médica começou a ficar muito longo, achei que era o momento de fazer um novo exame. O tempo de espera até a sala do médico, o tempo de chegar outro dos meus pilares para entrar comigo, o tempo de conversar sobre o exame, e o breve, brevíssimo tempo de ver o meu bebê, agora já bem evidente. E em poucos minutos, talvez segundos, í­nfimo tempo, eu já não pude mais aproveitar essa alegria, porque veio o tempo de confirmar que seu coração não estava mais batendo. E foram longos, infinitos os minutos em que tive que manter uma cara quase impassível, não chorar, até poder sair da sala e abraçar a minha irmã, que graças aos céus foi intuí­da a estar lá comigo.

Tempo. Tempo. Tempo. Tempo…

A tristeza que vivi só passaria com o tempo. Eu não podia alimentá-la, mas simplesmente não conseguia evitá-la. Deixei o tempo passar.
Hoje, 1 mês e meio depois, ela continua aqui. Acho que sempre estará. Mas tive tempo para transformá-la, e consegui sentar aqui e escrever sobre isso.
É outra coisa que me ajuda a elaborar essa tristeza. Por isso vou fazer. E publicar. Quase ninguém me lê, mas eu me leio, e essa será, com certeza, uma maneira de elaborar sempre, e cada vez um pouco mais, essa dor que eu não consigo explicar para ninguém.

Por umaborboleta em Sem categoria | 3 Comentários »

A magia de ler

12 de novembro de 2012

A magia de saber ler começa, eu suponho, desde que o homem – criança ou adulto – descobre que consegue decifrar as palavras quando as vê.

E, depois que a gente aprende, não consegue mais voltar atrás, ao menos não voluntariamente.

Se, após uma lesão no cérebro ou coisa parecida, o sujeito se vê diante da impossibilidade de ler, a decepção é quase a mesma, ou tão grande quanto à impossibilidade de falar, ou, ao menos, de se fazer compreender.

E ler, mesmo quando isso já é um hábito ou uma habilidade completamente estabelecida, tem a maravilhosa capacidade de nos fazer sair do lugar onde estamos e nos levar quase solidamente para o cenário da leitura. Mesmo leituras técnicas me causam esse assombro de esquecer onde estou, ou onde meu corpo está. (Justo agora me ocorreu que é algo por que se deve agradecer sempre: poder ler.)

E, nestas últimas semanas, tenho tido o prazer de ler em outra língua, com a mesma fluência de uma leitura em Português, que eu domino tão bem (algo de que me orgulho, embora um tanto embaraçosamente confesse).

Eu lembro que, menos de um ano atrás, eu evitava mesmo e-mails de propaganda em inglês, fugia de tudo que pudesse me deixar me sentindo uma idiota, já que não conseguir decifrar alguma coisa é tão decepcionante quanto desanimador, de um modo geral.

Hoje, terminei (pela terceira vez) o sexto livro da série Harry Potter, mas pela primeira vez estou lendo os textos originais.

Quando foi lançado o último livro da série, Harry Potter and the Deathly Hallows, lembro de estar na Livraria Cultura esperando abrirem as caixas, e de comprar um exemplar que acabou sendo o único da coleção, porque nunca mais pensei em ter os outros, que julgava um desperdício, já que, depois de algumas páginas de imensos lapsos de sentido, desisti do livro (não era o original, da Bloomsbury, era a versão vendida nos Estados Unidos, impressa pela Scholastic) e parti para uma versão pirata que tinha sido lançada na Internet, por uma turma que, se não me engano, se auto-intitulava Armada Tradutora.

A tradução era tosca, mas eu queria ler antes que alguém me contasse o fim, não queria ter o desprazer de ler sabendo o que aconteceria no final.

Eis que, nas últimas oito semanas, eu venho lendo os originais do Harry Potter, em inglês, mesmo, e venho me emocionando com eles quase como se fosse a primeira vez.

E, o melhor, a leitura se tornou tão natural, e a intimidade com os termos originais está tão estreita, que estranhei profundamente quando as meninas estavam assistindo o primeiro filme dublado.

Quanto à emoção do desconhecido, bem, ela não existe mais nesse sentido estrito, mas continuou ali, tão vívida como se eu não soubesse tudo o que estava por vir.

Estou muito feliz com meu progresso, mas mais admirada ainda com a capacidade que essa história tem de me consumir, a ponto de não conseguir deixar os livros nem quando tenho trabalho a fazer, ou quando estou precisando muito dormir, por exemplo.

Há muitos detalhes na caracterização dos personagens, e no entrelaçamento dos episódios, muitos extremamente engraçados, e muitos outros graves e tristes, que me fazem roer as unhas, coisa da qual já tinha me livrado completamente há dois anos.

Agora, estou me preparando para começar o “episódio final”.

Outro dia, enquanto trabalhava numa produção absolutamente manual e quase mecânica, tentei assistir aos dois filmes que supostamente relatam o Harry Potter and the Deathly Hallows.

Foi frustrante confirmar o quanto sem emoção esses filmes ficaram. Uma direção pobrinha, mas, sobretudo, roteiros falhos, apressados, com desprezo por detalhes cheios de significado, pra não falar da ausência de certos elementos essenciais para a compreensão da história – e de seu desfecho.

E, então, chegamos ao ponto inicial dessa postagem: ler é a mais eficiente maneira que eu tenho de fugir do mundo real e quase literalmente sair dele (nem que por 5 minutos, durante uma hora puxada de trabalho), trocar a vida (pela qual eu agradeço sempre) de obrigações e complexas relações, para entrar nas vidas e histórias alheias, compartilhando de seus problemas e encantos.

Se já era grata por essa habilidade tão útil e flexível em seus significados, agora tenho mais um elemento de gratidão: o acesso a essa outra língua, que eu julgava tão impossível de alcançar, meros 8 meses atrás.

(Quem sabe outros projetos não derivem desse desafio de aprender inglês definitivamente? Quem sabe não virão outras línguas e outras linguagens, como tocar violão, por exemplo?)

Por umaborboleta em Tags: , ,
Sem categoria | 1 Comentário »

Amor e vida real

31 de julho de 2012

Outro dia, no carro, escutei Vamos Viver, do Herbert Vianna, que ele canta com a Sandra de Sá no disco O Som do Sim. A propósito, eu gosto muito desse disco, tenho várias faixas dele no meu pendrive do carro, inclusive a canção do The Cure que ele canta com a Érika Martins (In Between Days).

Com a minha paixão por declarações de amor realistas, eu amo esse trecho aqui:
“Vamos consertar o mundo
Vamos começar lavando os pratos
Nos ajudar uns aos outros
Me deixe amarrar os seus sapatos
Vamos acabar com a dor
E arrumar os discos numa prateleira
Vamos viver só de amor
Que o aluguel venceu na terça-feira.”

Acho que combina muito bem com meu jeito de amar, especialmente quando morava em São Paulo. Não me refiro aqui a amar alguém em especial, mas à maneira como era a minha vida naquela época (não sei se pelo lugar, pela idade, pelas circunstâncias, talvez por tudo isso), intensa, um pouco dura, mas sem dúvida com muita diversão.

O que eu gosto quando, hoje, escuto as músicas daqueles anos, ou outras que são atuais mas têm o mesmo caráter, é que eu consigo sentir a mesma intensão, inclusive física (assunto também recorrente neste meu xodó que é o Atalanta), só que sem sofrimento. Elas me trazem uma alegria maravilhosa que, confesso agora, não pensava que sentiria, quando tinha os já distantes 20 e poucos anos.

Mais uma vez sou obrigada a admitir: amadurecer é muito bom!

Por Vanessa em Sem categoria | 2 Comentários »

Atitude e ousadia

31 de julho de 2012

A palavra “atitude” andou em moda, depois acho que sumiu um pouco. Pelo menos não tenho mais ouvido falar tanto nela. De qualquer forma, não se pode negar que a Maria Gadú tenha “atitude”. Ela tem um visual diferente, canta de um jeito todo particular, compõe, é boa no que faz (embora eu não goste de tudo que ela compõe ou canta, reconheço seu talento).

Aí eu ouço a sua gravação de A História de Lily Braun, do Edu Lobo e do Chico Buarque. É de longe uma das letras mais sensacionais do Chico, com todas aquelas rimas entre o Português e o Inglês. E ele não tem nenhum medo de rimar “romance” com “dancing”, por exemplo, e não se pode dizer que fez isso por desconhecer a pronúncia das palavras. Mas a Maria Gadú gravou e cantou /dencin/. Então ela tem atitude, tudo bem. Mas de quem é a ousadia?

Eu já disse algumas vezes, acho até que já disse aqui: se fosse possível, na próxima encarnação eu escolheria ser uma canção de Chico Buarque.

Por Vanessa em Sem categoria | 2 Comentários »

O que você faria se pudesse voltar atrás?

15 de maio de 2012

“Devia ter amado mais, ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais e até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer
Queria ter aceitado as pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração (…)
Devia ter complicado menos, trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos com problemas pequenos
Ter morrido de amor
Queria ter aceitado a vida como ela é
A cada um cabem alegrias e a tristeza que vier (…)”

Sérgio Britto. Epitáfio (2001).

Felizmente, não preciso escrever isso no meu epitáfio, não agora, claro! Acredito que algumas coisas eu já consegui mudar a tempo de ter um epitáfio mais sintético: não desperdicei totalmente esta vida. Mas é claro que existem algumas coisas que eu gostaria de ter feito diferente.

Uma delas é bobinha, bobinha, mas eu não teria dado nescau para milhas filhas, quando elas eram pequenas. Deixaria que tomassem leite com frutas até enjoarem do leite, se fosse o caso. Nescau é um caminho sem volta, depois que a criança toma, não larga mais.

Apesar de ter amado meu percurso como fonoaudióloga, eu adoraria ter terminado a faculdade de Enfermagem. Acho que não teria mudado de carreira, se tivesse sido enfermeira, e certamente teria acrescentado muito na minha jornada evolutiva.

Há 20 anos, quando estava na faculdade, em São Paulo houve uma campanha que dizia “largue o cigarro correndo”. Disso eu me arrependo incrivelmente: de não ter seguido a ideia. Teria parado de fumar muito antes, e já seria uma atleta, com certeza. Ainda há tempo, mas é muito mais difícil depois dos 40!

Então, para não parecer uma declaração melancólica, termino com a atual assinatura dos meus emails:
“Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.” (Chico Xavier)

Por Vanessa em Sem categoria | 2 Comentários »

Mais sobre filmes

29 de abril de 2012

Ano passado comecei a falar de filmes que tinha visto, mas fiquei só no primeiro post. Preguiça? Vai saber, já faz tanto tempo! O ano passou, com certeza passaram vários filmes pela minha TV, ainda mais agora que descobrimos a ferramenta “elimine seu DVD player”. Alguns valem comentários.

Cartas para Julieta (Letters to Juliet, 2010). Romântico, mas com cenários maravilhosos, e boas atuações da bela Amanda Seyfried e da ainda bela Vanessa Redgrave. A história não ofende ninguém, é bem contada, e ao final do filme você tem um tantinho mais de felicidade no peito. Comprei às cegas, seguindo sugestão do Marcus, e agora ele está na minha lista de filmes para rever em família, porque as meninas também adoraram.

Agentes do Destino
(The Adjustment Bureau, 2011). Estávamos folheando canais de filmes, este iria começar em seguida, o trailer chamou a atenção do Marcus, optamos por ver. Uma trama sobre as forças maiores que comandam a nossa vida. Desenrola-se de modo até coerente, mas, ao final, ficamos os dois com aquela dúvida: gostamos ou não? Isso já fala contra o filme, na minha modesta experiência. Gostei da beleza diferente da protagonista, Emily Blunt (que eu já tinha visto em O Diabo Veste Prada, mas em quem não tinha reparado muito, talvez por causa do filme ruim), especialmente em suas cenas de dança. O destaque, para mim, foi o diálogo entre um dos agentes e o personagem do Matt Damon, sobre o que os levou a oferecer e retirar da humanidade o livre arbítrio. Embora não corresponda à minha crença, não deixa de ser um ponto de vista interessante.

Além da Vida (Hereafter, 2010). Este é mais um Clint Eastwood. Sensível, mexe com a cabeça e o coração. Os personagens têm profundidade, e o que conta não é só a história, mas as relações deles com eles mesmos. Gostei muito. Curiosamente, outro filme que me encanta e que traz a temática da morte. Tem de novo o Matt Damon, mas um pouco mais atormentado do que em Agentes do Destino. Destaque para os gêmeos, George McLaren e Frankie McLaren, muito bons na interpretação.

Por enquanto, é isso.

Por Vanessa em Sem categoria | 1 Comentário »

O que vem por aí

22 de abril de 2012

“A cabeça cheia (de problemas), não importa, eu gosto mesmo assim.”

Não estou numa fase boa. Fiz planos, fiz cronogramas, mas não consegui cumprir tudo o que queria.

Voltar atrás e começar de novo é sempre mais um desafio. Só que não dá pra perder sempre. Isso tende a minar a minha confiança.

Sei que posso conseguir, mas preciso de mais determinação e disposição. Acho que a disposição tem que vir primeiro, para ser mantida com determinação.

Ainda não me sinto à vontade para falar desse assunto. Vou adiá-lo um pouco mais.

Este Atalanta está há muito tempo dormitando, porque estou incomodada com seu leiaute. Queria poucas mudanças, mas que o deixassem mais gostoso de ler, com a fonte um pouco maior, e mais espaço na coluna de textos. Bobeirinhas, mas acho que farão diferença. Marcus está me prometendo essa reforma há um tempo, e hoje entendo porque adiou tanto: é mais complicada do que eu podia imaginar.

A parte boa é que ele está trabalhando nela, e tenho certeza de que vai ficar lindo. Acho que vou ficar mais animada de escrever.

Tenho sempre tanta coisa na cabeça, tanta vontade de falar de livros, filmes, textos, virtudes que encontro em situações e pessoas, coisas que me causam indignação. Esse pode ser um bom caminho de aliviar um pouco a cabeça cheia, já que não disponho de nenhuma penseira*.

Fica aqui essa lembrança de uma letra, um poema, um caderno de papel reciclado que ganhei de presente da minha (não à toa) irmã gêmea.

“A grande borboleta
Leve numa asa a lua
E o sol na outra
E entre as duas a seta
A grande borboleta
Seja completa-
Mente solta”

(de Caetano Veloso)

* Se você não entendeu, é porque não leu Harry Potter. Mas hoje em dia não há nada que o Google não possa esclarecer.

Por Vanessa em Sem categoria | Nenhum comentário »

Doadores

11 de maio de 2011

Assisti a uma entrevista que a Marília Gabriela fez com a Drica Moraes. Falaram, claro, sobre a leucemia.

Um trecho que destaco, entre os muitos que foram comoventes, foi aquele no qual a Drica Moraes diz que fica muito grata por as coisas mais importantes de sua vida – a medula óssea nova e o filho Mateus – terem vindo de pessoas desconhecidas.

Ouvindo a entrevista, fiquei meio orgulhosa – e me envergonho um pouco por isso – por ter  me inscrito, uns meses atrás, no banco de doadores de medula óssea. Pode ser meio piegas o que eu vou dizer, mas é muito, mas muito importante haver mais e mais doadores.

Claro que não temos controle total sobre a duração da nossa vida. Claro que, de modo geral, o que tem de ser, é. Mas mesmo assim é bom haver pessoas que doam saúde para outras.

Ouvindo a Drica Moraes, fica evidente o quanto receber o transplante de medula óssea é apenas o começo de um longo processo de cura. Há muitos exames de controle, muitas restrições de convívio, de atividades físicas, de alimentação, até de cuidados de beleza. A prova não acaba com o transplante.

Fiquei tranquila de fazer parte dessa turma que se ofereceu como doador de medula. Agora só falta estabelecer a prática de doar sangue regularmente, uma das metas que me impus há alguns meses.

Assim que passar o prazo pós-tatuagem, vou ao hemocentro.

Por Vanessa em Sem categoria | 1 Comentário »

Arrumação

27 de fevereiro de 2011

Estamos de mudança. Não de casa, mas de quartos dentro da casa.
Temos que transportar um quarto inteiro de trecos e tranqueiras para dois armários que nem vão do chão ao teto.
A parte boa: livrar-se do lixo e encontrar relí­quias, como páginas de um caderno de receitas e de escola escrito em 1981, com a minha letra e com a letra da mamãe.
Quando me mudei para Brasília, algumas das minhas caixas se extraviaram, e eu fiquei sem coisas do meu passado – diários, cadernos, bilhetes, várias coisas.
Simbólico demais. Era uma mudança de vida, e aquela acabou ficando mais para trás do que o planejado.
Então eu gostei de achar umas poucas coisas antigas, como revistas da mamãe de tricô e crochê (resgatadas já há alguns meses) e esses fragmentos do caderno com receitas.
Estou cansada demais. Vou tentar dormir.

Por Vanessa em Sem categoria | 1 Comentário »

Filmes que já vi este ano

1 de fevereiro de 2011

Há muito tempo havia uma revista de cinéfilos, não lembro o nome, que parecia muito com a minha mãe. Ela adorava filmes, e tinha um bom repertório.

Quando a Globo lançou o especial 100 Anos Luz, no centenário do cinema, eu via e ficava pensando na mamãe.

Nessa revista houve uma matéria, acho, que sugeria que a gente anotasse os filmes que viu, com as informações principais e um comentário breve.

Hoje já é possível dispensar as informações, já que há vários sites sobre cinema. Mas o comentário é uma coisa boa, pra lembrar e rever mais tarde. Quem sabe até rever a opinião, depois que se assistir novamente ao filme.

Então, vou tentar registrar os filmes que vi neste ano de 2011.

O primeiro foi Things we lost in the fire, que em português ficou Coisas que perdemos no caminho. (Eu poderia dizer que só o Benício del Toro já vale o filme, mas fiquei meio insegura, depois que vi o trailer de O Lobisomem.)

Eu gostei muito do filme, porque é do tipo que eu gosto, filme de personagens, mais do que de história. E mesmo assim tem um bom roteiro e uma boa fotografia. E o Benício del Toro está mesmo excelente, assim como os outros atores.

Esse é um que eu recomendo.

Aproveito para agradecer à Amanda, minha maninha, pela dica. (Beijo, querida. Saudades de você.)

O outro foi O segredo dos seus olhos. Esse é mais difícil de descrever. Há os atores, que são bons, e os personagens, que foram bem caracterizados, a ponto de não sabermos ao certo se foram envelhecidos, rejuvenescidos, ou os dois.

Mas há algo mais profundo, que é a história de amor (ou as histórias de amor) por trás de uma história de violência. Um filme envolvente, tanto pelo mistério como pelas relações que se estabelecem entre as pessoas.

Também gostei muito dele. E também recomendo.

(Vamos ver se vou lembrar de falar daqueles de que não gostei.)

=)

Por Vanessa em Sem categoria | Nenhum comentário »

© Vanessa Pacheco, Brasília, 2000
Atualizado com o WordPress
Feito pelo Zamorim