Para ler:

A Invenção de Hugo Cabret

A invenção de Hugo Cabret

Texto e ilustrações de Brian Selznick, que inspiraram o belo filme de Martin Scorsese. Totalmente recomendado, não foi à toa que virou filme. Os desenhos, maravilhosos, não são apenas ilustração, mas compõem a narrativa. Fantástico para quem gosta das letras e para quem gosta das imagens. É um bom presente para qualquer idade.

A invenção de Hugo Cabret, de Brian Selznick

Para ouvir:

Sortimento

Difícil afirmar isso, principalmente pra uma fã tão incondicional como eu, mas tenho considerado muito a possibilidade de encarar o Sortimento como o melhor disco da Zélia Duncan. Diria que é um dos discos obrigatórios de quem gosta da “nova” música brasileira.

Para ver:

Ponte para Terabitia

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É um belo filme. Aos que dizem que não é para crianças, acho que posso dizer que as crianças que eu vi assistirem gostaram tanto, que repetem seguidas vezes. Um filme sobre amizade, sobre amor e sobre como dar a volta por cima.

Ponte para Terabítia

Igualdade para quê?

9 de março de 2014

O Dia Internacional da Mulher passou, e eu comemorei por ter ouvido muito pouco sobre ele, muito pouco dos mesmos surrados discursos sobre igualdade de direitos, sobre desigualdade de direitos. Eu, sempre muito orgulhosa da minha preguiça do feminismo, hoje tenho que dar o braço a torcer, graças a outra Vanessa.

Eu perdi o meu amor para uma novela das 8
e desde essa desilusão eu me desiludi
o meu coração palpita à parte poupando-me de um pouco de sonho
depois desse desengano.

Eu, com preguiça do feminismo? Logo eu, que não precisei casar virgem, nem precisei fingir que era virgem para casar. Que não precisei casar! que fui simplesmente morar com um homem, e porque quis. Que comecei a trabalhar aos 18 anos. Que fiz a faculdade que escolhi. Que tive namorados, mais de um.
Logo eu, que não ouvi da minha mãe: “Não seja dona de casa. Arrume uma profissão. Não dependa de ninguém, nem do dinheiro de ninguém”. Que não ouvi minha mãe dizer pra escolher um cara que me desse carinho, prazer, companhia, mas também respeito e valor.

Logo eu, que tive uma mãe que não fugiu com a televisão, mas fugiu na televisão.

Minha mãe nunca me falou sobre nada disso. Não com palavras.

E aquela atenção que antes eu ganhava
se repartiu ao meio, mulher parada
ligada em outra história hipnotizada
trocou o nosso caso que tava no tom

Eu vivia no jogo, ela me esperava
quando eu pedia fogo ela não negava
se eu tivesse com outra ela achava bom

Quando fomos morar juntos ela me adorava
cozinhava, passava, me alisava
eu contava piada ela gargalhava
metia a mão nela e ela perdoava.

(Fugiu com a novela – Vanessa Da Mata)

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© Vanessa Pacheco, Brasília, 2000
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