Para ler:

A Invenção de Hugo Cabret

A invenção de Hugo Cabret

Texto e ilustrações de Brian Selznick, que inspiraram o belo filme de Martin Scorsese. Totalmente recomendado, não foi à toa que virou filme. Os desenhos, maravilhosos, não são apenas ilustração, mas compõem a narrativa. Fantástico para quem gosta das letras e para quem gosta das imagens. É um bom presente para qualquer idade.

A invenção de Hugo Cabret, de Brian Selznick

Para ouvir:

Sortimento

Difícil afirmar isso, principalmente pra uma fã tão incondicional como eu, mas tenho considerado muito a possibilidade de encarar o Sortimento como o melhor disco da Zélia Duncan. Diria que é um dos discos obrigatórios de quem gosta da “nova” música brasileira.

Para ver:

Ponte para Terabitia

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É um belo filme. Aos que dizem que não é para crianças, acho que posso dizer que as crianças que eu vi assistirem gostaram tanto, que repetem seguidas vezes. Um filme sobre amizade, sobre amor e sobre como dar a volta por cima.

Ponte para Terabítia

Ficar só ou estar solitário

3 de abril de 2013

Eu não gostaria de ser solitária. Mas gosto de ficar só. Às vezes.

Passando alguns dias em São Paulo, imaginei se teria permanecido solitária, se não tivesse me mudado para cá. Eu tinha muitos amigos, que hoje, após tantos anos, avalio o quanto eram queridos e sinceros. Mas estava sempre só. E não era de um jeito bom.

Ter um amor, ter duas filhas que mudaram minha vida para sempre, de uma maneira incrível, é um alento. Não gosto de ser sozinha. Não gosto sequer de dormir sozinha, almoçar sozinha, comer sozinha. Mas gosto de ficar só, às vezes. Pra ser mais sincera, eu preciso disso. Preciso de um tempo para ouvir a música que eu quiser, assistir a um programa de TV de que só eu gosto, ler um livro, sossegada, sem ter que interromper para prestar atenção ao interlocutor, cochilar, fazer crochê, escrever.

Devo confessar que as razões para esses prazeres solitários me dão um pouco de medo. Eu adoro estar com esses que mudaram minha vida, que deram sentido a ela (já disse mais de uma vez, inclusive para a própria Helena, que soube do propósito dessa minha vida assim que pus meus olhos nela pela primeira vez). Não tenho certeza se preciso estar só por medo de ter um dia de fazer isso, por não tê-los mais ao meu lado, ou se é por medo de entregar muito a eles, a ponto de não encontrar mais nada de mim se não for neles mesmos.

É estranho construir esse raciocínio tão perto daquele outro sobre Doutrina Espírita. Mas ele tem me perseguido, há algum tempo, especialmente desde que fiquei sem o Marcus e as meninas em São Paulo. Pode ser que o desconstrua num futuro breve. Mas, por enquanto, esse é o meu sentimento.

“Guardo naquela estrela um pedaço de mim. Bem no alto, longe de assalto. Guardo naquela estrelinha meu último pedaço, única forma de não entregar tudo a você.”

(Isso estava em um cartão que comprei muitos anos atrás, na livraria Arte Pau Brasil, em SP. Pesquisei, mas não achei a autoria.)

Por umaborboleta em Sem categoria | 3 Comentários »

3 comentários para “Ficar só ou estar solitário”

  1. Marcus disse:

    Amor, todos nós precisamos desses momentos só nossos. Justamente porque nunca deixamos de ser quem somos, porque continuamos a ter nossos gostos e vontades particulares. Não há nada de errado nisso.

    Quando começamos essa nossa aventura, você me ensinou a gostar e apreciar um monte de outras coisas, e acredito que a recíproca seja verdadeira, mas continuamos a ter os gostos que são só nossos. Isso não é ruim, é crescer.

    Por isso precisamos aceitar que nossas filhotas se tranquem em seus quartos para ouvir músicas que NÓS achamos irritantes e assistir a vídeos que NÓS achamos ruins. Porque elas também não podem ser obrigadas a serem quem somos. Acabo de perceber isso ;)

  2. umaborboleta disse:

    <3
    Amor é isso, não? "If you love somedody, set them free", como já disse o Sting.

  3. Marcus disse:

    Testando…
    Amor, se receber por e-mail, me avisa.
    Beijo

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