Para ler:

A Invenção de Hugo Cabret

A invenção de Hugo Cabret

Texto e ilustrações de Brian Selznick, que inspiraram o belo filme de Martin Scorsese. Totalmente recomendado, não foi à toa que virou filme. Os desenhos, maravilhosos, não são apenas ilustração, mas compõem a narrativa. Fantástico para quem gosta das letras e para quem gosta das imagens. É um bom presente para qualquer idade.

A invenção de Hugo Cabret, de Brian Selznick

Para ouvir:

Sortimento

Difícil afirmar isso, principalmente pra uma fã tão incondicional como eu, mas tenho considerado muito a possibilidade de encarar o Sortimento como o melhor disco da Zélia Duncan. Diria que é um dos discos obrigatórios de quem gosta da “nova” música brasileira.

Para ver:

Ponte para Terabitia

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É um belo filme. Aos que dizem que não é para crianças, acho que posso dizer que as crianças que eu vi assistirem gostaram tanto, que repetem seguidas vezes. Um filme sobre amizade, sobre amor e sobre como dar a volta por cima.

Ponte para Terabítia

E durma-se com um barulho desses

1 de abril de 2014

A insônia me persegue. Luto contra ela há tempos, às vezes tomo “drogas” pra dormir (remédio receitado por médico, hoje fraquinho e eventual), mas preciso de muitas horas de sono depois dele, e nem sempre é possível. Hoje foi uma dessas noites de pouco sono, por razões diversas. De manhã, folheando o facebook pra atrair o sono, resolvi dar atenção a uma ou outra postagem. Encontrei esse especial divulgado por minha amiga Eliane Gonçalves, que trabalha na EBC em São Paulo: “Canções da Resistência”. Pensei em ouvir e tentar dormir ouvindo as canções trazidas pela memória de vítimas da ditadura militar. Mas, como dormir?

Música sempre traz lembranças, se não traz, trará, quase fatalmente. Mas essas, em especial, trouxeram outras reflexões.

Faz tempo que decidi ser mais passiva que ativa nesse fenômeno estranhamente egocêntrico que é o facebook. Tenho vários amigos de verdade ali, e alguns conhecidos do dia a dia, muitos inclusive que desejo que se tornem amigos com o tempo. E gosto de observar as pessoas. Sempre gostei, mas ali há muito material, as pessoas estão o tempo todo se expondo, e eu nem preciso mais ficar sentada numa praça de alimentação ou num café observando as pessoas conversando, discutindo, apaixonando-se – expondo-se, às vezes involuntariamente, ao voyeurismo.

Acontece que, em momentos, digamos, mais significativos, como um fundamentalista presidir uma comissão de direitos humanos no parlamento, um beijo gay numa novela da maior rede de televisão do país, passeatas com ou sem propósito, com ou sem violência, pesquisas sobre o absurdo, mas culturalmente construído comportamento masculino diante do também construído comportamento feminino, ou o assunto de hoje, os 50 anos do golpe militar no Brasil, bem, em momentos como esses, é interessante ver como as pessoas se mostram.

Não pretendo julgar ninguém, porque sou eu mesma humanamente imperfeita e julgadora, inúmeras vezes, mas sei que o que vou dizer é um julgamento. Só que é no mínimo interessante observar o contraste entre aqueles que não conseguem de maneira alguma se calar, e aqueles que fazem questão de não se calar, embora continuem falando sobre quase nada. Eu fico pensando se gostaria de não ser politizada, de pensar só em batons e cadeiras bonitas, de viajar pra me divertir, e não pra compreender culturas diversas, só que não! Não consigo mais não pensar em discutir – conversando, mesmo, sem brigar – sobre pessoas se meterem na vida pessoal e sexual dos outros, sobre políticas equivocadas para acabar com o racismo, sobre parcialidade nas argumentações políticas…

Com algumas pessoas não vale a pena discutir sobre nada, porque já se vê que estão no momento tão cristalizadas em suas crenças que não têm permeabilidade a pensamentos novos. Com outros, é possível, com alguma sensibilidade, arriscar assuntos que trarão crescimento para eles, talvez, mas principalmente para mim, porque felizmente já consigo ser permeável o suficiente pra aprender com as divergências de pensamento. E há aqueles de quem a gente gosta meio incondicionalmente, vai saber por quê, com quem dá até pra falar de maquiagem e decoração, porque só o prazer de estar com elas já vale a pena.

E quando passarem a limpo
E quando cortarem os laços
E quando soltarem os cintos
Façam a festa por mim

Quando lavarem a mágoa
Quando lavarem a alma
Quando lavarem a água
Lavem os olhos por mim

Quando brotarem as flores
Quando crescerem as matas
Quando colherem os frutos
Digam o gosto pra mim

(Aos Nossos Filhos)

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Igualdade para quê?

9 de março de 2014

O Dia Internacional da Mulher passou, e eu comemorei por ter ouvido muito pouco sobre ele, muito pouco dos mesmos surrados discursos sobre igualdade de direitos, sobre desigualdade de direitos. Eu, sempre muito orgulhosa da minha preguiça do feminismo, hoje tenho que dar o braço a torcer, graças a outra Vanessa.

Eu perdi o meu amor para uma novela das 8
e desde essa desilusão eu me desiludi
o meu coração palpita à parte poupando-me de um pouco de sonho
depois desse desengano.

Eu, com preguiça do feminismo? Logo eu, que não precisei casar virgem, nem precisei fingir que era virgem para casar. Que não precisei casar! que fui simplesmente morar com um homem, e porque quis. Que comecei a trabalhar aos 18 anos. Que fiz a faculdade que escolhi. Que tive namorados, mais de um.
Logo eu, que não ouvi da minha mãe: “Não seja dona de casa. Arrume uma profissão. Não dependa de ninguém, nem do dinheiro de ninguém”. Que não ouvi minha mãe dizer pra escolher um cara que me desse carinho, prazer, companhia, mas também respeito e valor.

Logo eu, que tive uma mãe que não fugiu com a televisão, mas fugiu na televisão.

Minha mãe nunca me falou sobre nada disso. Não com palavras.

E aquela atenção que antes eu ganhava
se repartiu ao meio, mulher parada
ligada em outra história hipnotizada
trocou o nosso caso que tava no tom

Eu vivia no jogo, ela me esperava
quando eu pedia fogo ela não negava
se eu tivesse com outra ela achava bom

Quando fomos morar juntos ela me adorava
cozinhava, passava, me alisava
eu contava piada ela gargalhava
metia a mão nela e ela perdoava.

(Fugiu com a novela – Vanessa Da Mata)

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(Quase) Um apelo

18 de setembro de 2013

Aos que eu amo, amei, e aos que me amam (ou apenas gostam de mim, em qualquer grau)

Primeiro, se eu morrer cedo, não fiquem com pena. Os que me conhecem um pouco mais a fundo sabem que eu não acredito na morte. Lembrem-se disso. Lembrem-se de que estarei em algum lugar, talvez distante, talvez próximo, mas principalmente que eu continuarei vivendo. Mais livre, em alguns aspectos, e em outros, mais prisioneira de meus inúmeros defeitos. Mas, de qualquer forma, ainda viva.

Segundo, se eu ficar doente, se for grave, não tenham dó. Tristeza vale, mas pena, não. Tudo que eu sofrer no corpo é consequência do que eu fiz em algum momento. Então, por favor, me ajudem a lutar, não me deixem desistir, nem me abater pela dor. Mas não fiquem com pena de mim.

E, finalmente, se eu envelhecer, mas ficar com alguma demência, não puder me comunicar claramente, se eu perder a consciência de quem eu sou, lembrem-se de quem eu fui quando era saudável. Lembrem-se, e me ajudem a me lembrar, com suas preces, de que meu espírito ainda estará lá, e que tudo que eu passar sempre servirá para que eu aprenda cada dia um pouco mais.

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Encantada ou enfeitiçada?

17 de setembro de 2013

Fiz um breve ensaio sobre essas duas palavras, nos últimos dias. Feitiço quase sempre (me) lembra coisa ruim. “Está enfeitiçado”, “precisamos quebrar o feitiço”. Encantamento parece uma coisa boa. O Reino Encantado das Águas Claras, o Príncipe Encantado, “aquela pessoa é encantadora”. Os dois têm esse teor mágico, mas um é nocivo.

Parece que estar enfeitiçado é estar fora do comando de si mesmo, estar preso a alguma coisa. Mesmo que você veja que algo está errado, não consegue se desvencilhar. Estar encantado, ao contrário, é ver o que há de bonito, o charme, as qualidades. Não há venda nos olhos. Ao contrário, há uma luz que lhe permite ver além da superfície, ver o que nem todos podem ver. Mas sem ilusão.

Pode ser só uma fase melosa, ridícula e orgulhosamente apaixonada – “some people wanna fill the world with silly love songs, and what’s wrong with that?” – mas estou muito mais feliz por ter quebrado um feitiço e voltado a ver com meus olhos de encantamento. Combina bem mais com aquela que eu escolhi ser.

E, bem, não sei de quem é essa frase (e estou com preguiça de pesquisar), mas estou assim neste momento: “que seja eterno enquanto dure”.

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O passado é uma roupa que não me serve mais

5 de setembro de 2013

Ainda as músicas.

A cabeça cheia faz isso mesmo: o pensamento não para, não dá folga. Por vezes é bom, ou melhor, em alguns momentos é bom. Em outros, fica um monte de associações que não encontram todas as respostas, e precisariam de alguém para ajudar a encontrá-las. Alguém que sabe fazer isso. Um analista. Fui atrás, mas corri, conscientemente. “Está vacilando?”, ele me perguntou. Sim, estou. Deliberadamente vacilando.

A questão é: eu sei aonde tudo isso vai me levar. Eu já estive lá. Já lidei com isso, e foi duro, embora eficaz. E depois eu arrumei um outro jeito de lidar com essa dor, que foi o Espiritismo. Depois da análise, foi outro grande marco em minha vida. Essencial, eu diria. E aí eu me pergunto: vou atrás de mexer com tudo de novo, ou vou seguir em frente, trabalhar em prol do bem, para os outros, mas sabendo, como eu já sei, que estou trabalhando para mim também? Eu já sei que o trabalho voluntário me faz bem. Já sei que ir à SEAE me faz bem. “Você está fugindo de novo daquilo que te faz bem”, foi o que eu ouvi. E não é que estou mesmo?

Tudo estava leve, tranquilo. Não estava nada parado, havia movimento. Havia a tristeza e as dificuldades, mas havia esse jeito bom de lidar com elas, aquele jeito baseado na assertiva “a dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional”. Fiz uma opção por não sofrer, e isso não significou ignorar a dor, mas lidar com ela de forma positiva. Essa é a Vanessa em que me transformei, e estava muito satisfeita com ela. E é ela que eu preciso reencontrar.

Por isso essa frase musical é o brainworm do momento: “No presente, a mente, o corpo é diferente, e o passado é uma roupa que não me serve mais”.

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O meu destino é querer sempre mais

6 de junho de 2013

Ouvir músicas e fazer associações é inevitável. Eu ouço música o dia inteiro, e elas me impregnam de pensamentos e ideias que eu não pretendia ter em determinados momentos. Mas aí, ontem, uma canção linda que conheci na juventude da SEAE, A Força do Bem, contaminou meu cérebro. Foi bom. Pensamentos otimistas, sobre a força do bem, não são nenhum verme desprezível. Dormi pensando nela, acordei pensando nela. E pensando no bem. E fiquei cantando o tempo todo em que não estava conversando com ninguém. Espero que ninguém se aborreça com isso. É possível que me julguem louca, mas não sou do tipo de me importar tanto com julgamentos. (Ou pelo menos não qualquer julgamento.)

E hoje meu pensamento foi: “o meu destino é querer sempre mais” (Marisa Monte, Bem que se quis). Sempre, cada vez mais, o bem. Em cada um e em todo lugar.

Isso me lembra sempre o Alucinações Musicais, do Oliver Sacks, sobre o qual já falei aqui, acho. Um livro que acabei não terminando de ler, porque dei para um amigo que é músico dos bons. (Será que ele leu? Será que gostou? Nunca perguntei.)

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Sobre o aborto

6 de junho de 2013

JÁ QUE HOJE É DIA DAS MÃES…

Independente de posições religiosas, eu prefiro defender contraceptivos a defender o aborto. Ontem falávamos sobre isso no grupo de pais de jovens da SEAE: fazer escolhas significa, muitas vezes, deixar coisas para trás. Nem sempre é fácil se manter firme em determinadas escolhas.

Mas o bom é que na vida, além de tempo, também temos o livre arbítrio. Podemos mudar de tempos em tempos, reavaliar e escolher de novo. Como dizia Chico Xavier, não podemos fazer um novo começo, mas podemos, a qualquer instante, começar de novo e tentar fazer um novo fim.

Algumas escolhas, porém, são para sempre: filhos, por exemplo. Você não pode deixar de tê-los, uma vez que já os teve. Não pode devolver, trocar por um de tamanho ou cor diferente. Alguns podem até abandonar os filhos, mas é uma opção que gera uma dívida muito significativa. É por isso que não consigo ser a favor do aborto.

Com tantas formas de prevenção contra a gravidez, não se pode alegar desinformação, nos dias de hoje. Como me disse um amigo uma vez, se você não está evitando, você está tentando engravidar. Não há caminho do meio.
Gravidez não é sempre fácil. Mas é rápido. Não dura a vida inteira. Por isso defendo, não com unhas e dentes, mas com palavras e coração, a entrega de um bebê indesejado para adoção.

Você cumpre seu papel e oferece aos outros oportunidades que podem não ser a sua escolha, mas podem ser a deles.

P.S.: Postado no Dia das Mães de 2013, no Facebook.

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Queria ter o guarda-roupa da Mônica

10 de abril de 2013

As roupas que eu uso não revelam quem eu sou. Muito menos o carro que eu dirijo.

Quem mostra quem eu sou é o jeito como lido com as pessoas à minha volta. Aquelas com quem escolhi viver, e aquelas com quem sou obrigada a conviver, por força das circunstâncias.

E eu escolhi sorrir ao dar bom dia, saber os nomes, ouvir conversas que podem ser úteis só para elas, dizer “até amanhã” ou “bom fim de semana”, levar café e chocolate quente pra aula de inglês, eventualmente gastar algumas horas numa lembrança de Natal. E escolhi ver o lado bom que todo mundo tem. Ou, se não encontrá-lo imediatamente, escolhi cultivar a paciência, porque um dia esse lado bom se revela.

E quem ganhou com isso, se não eu mesma?

(P.S.: Há algum tempo, publiquei aqui um post todo indignado com maus comportamentos que presenciei nas ruas. Engraçado pensar que eles quase não me incomodam mais. Acho que, finalmente, encontrei o caminho rumo a uma vida mais leve.)

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Ficar só ou estar solitário

3 de abril de 2013

Eu não gostaria de ser solitária. Mas gosto de ficar só. Às vezes.

Passando alguns dias em São Paulo, imaginei se teria permanecido solitária, se não tivesse me mudado para cá. Eu tinha muitos amigos, que hoje, após tantos anos, avalio o quanto eram queridos e sinceros. Mas estava sempre só. E não era de um jeito bom.

Ter um amor, ter duas filhas que mudaram minha vida para sempre, de uma maneira incrível, é um alento. Não gosto de ser sozinha. Não gosto sequer de dormir sozinha, almoçar sozinha, comer sozinha. Mas gosto de ficar só, às vezes. Pra ser mais sincera, eu preciso disso. Preciso de um tempo para ouvir a música que eu quiser, assistir a um programa de TV de que só eu gosto, ler um livro, sossegada, sem ter que interromper para prestar atenção ao interlocutor, cochilar, fazer crochê, escrever.

Devo confessar que as razões para esses prazeres solitários me dão um pouco de medo. Eu adoro estar com esses que mudaram minha vida, que deram sentido a ela (já disse mais de uma vez, inclusive para a própria Helena, que soube do propósito dessa minha vida assim que pus meus olhos nela pela primeira vez). Não tenho certeza se preciso estar só por medo de ter um dia de fazer isso, por não tê-los mais ao meu lado, ou se é por medo de entregar muito a eles, a ponto de não encontrar mais nada de mim se não for neles mesmos.

É estranho construir esse raciocínio tão perto daquele outro sobre Doutrina Espírita. Mas ele tem me perseguido, há algum tempo, especialmente desde que fiquei sem o Marcus e as meninas em São Paulo. Pode ser que o desconstrua num futuro breve. Mas, por enquanto, esse é o meu sentimento.

“Guardo naquela estrela um pedaço de mim. Bem no alto, longe de assalto. Guardo naquela estrelinha meu último pedaço, única forma de não entregar tudo a você.”

(Isso estava em um cartão que comprei muitos anos atrás, na livraria Arte Pau Brasil, em SP. Pesquisei, mas não achei a autoria.)

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O destino, as estradas

3 de abril de 2013

Estudar a Doutrina Espírita me proporcionou muitas coisas boas. Posso afirmar sem sombra de dúvida que sou uma pessoa bem melhor hoje que há 3 anos. Posso até acreditar, em muitas ocasiões, que sou um milímetro melhor a cada dia. E não preciso ficar orgulhosa disso, tampouco preciso me desesperar ao pensar que ainda há tanto, tanto, mas tanto mesmo para aperfeiçoar.

Mas o que a Doutrina me trouxe de melhor foi compreender que o destino de todos é um só. Iniciamos a jornada juntos, mas há tantas estradas, tantos desvios, tantas bifurcações, que nem todos conseguimos caminhar juntos, pelo caminho mais curto. Entretanto, é muito consolador saber que, em qualquer que seja o trecho, há sempre uma placa, uma indicação para a estrada, digamos assim, principal (que ainda é imensamente longa, mas muito mais reconfortante). Basta querer enxergar, e lá está a placa, bem na direção dos nossos olhos.

Não quero causar a falsa impressão de que me iludo com a facilidade dessa estrada. Sei que ela não é fácil, e, dada a nossa tendência ao menor esforço, é importante que haja as dificuldades. É a melhor maneira de reconhecermos o valor da conquista. Mas o que eu descobri, ao me envolver emocional e racionalmente com a Doutrina Espírita, é que seguir nesse caminho é bom para mim mesma.

É bom procurar ter mais tolerância, menos revolta, procurar controlar a raiva, os excessos. É bom nos sentirmos bem ao lado das pessoas que nos cercam, e fazê-las sentirem-se bem ao nosso lado. É tão bom quanto um prato de salada fresca ou um suco de ameixa vermelha. É leve e tem um sabor que fica na memória genética, se é que isso é possível. E, sobretudo, é bom ver o lado bom das pessoas, e não só ter esperança, mas a certeza de que, por pior que estejam agindo no momento, sempre lhes serão visíveis as placas e sinalizações que levam a essa estrada principal rumo ao destino, natural a todos.

Não vejo outra forma de concluir esse pensamento, se não com as palavras de Chico Xavier que uso na assinatura dos meus e-mails:

“Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.”

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